A osteoporose é uma doença óssea metabólica muito frequente e que fragiliza o osso, tornando-o mais susceptível à ocorrência de fracturas após um pequeno traumatismo. Em casos extremos basta um movimento como tossir para que tal aconteça.

As fraturas relacionadas com a osteoporose geralmente ocorrem na anca, no punho e, não menos importante, na coluna vertebral.

O osso é um tecido vivo que está em contínua formação e reabsorção e a osteoporose ocorre quando a formação não acompanha a reabsorção.

Durante a juventude a formação óssea é maior do que a absorção, aumentando a massa óssea. A maioria das pessoas atinge o pico de massa óssea por volta dos 20 anos de idade. Com o envelhecimento esta diminui porque a formação é menor do que a reabsorção.

Atualmente, com o envelhecimento generalizado da população, a osteoporose é um problema de saúde pública e o tratamento das fraturas osteoporóticas acarreta enormes encargos sociais e financeiros.

Uma dieta adequada, acompanhada de atividade física regular e, quando necessário, com auxilio de medicação especifica, podem prevenir a perda de capital ósseo e ajudar o fortalecimento dos ossos.

A osteoporose afecta homens e mulheres de todas as raças, mas as mulheres brancas, em particular na pós-menopausa, têm um maior risco.

A perda de massa óssea é assintomática, pelo que os primeiros sintomas de osteoporose estão relacionados com fraturas osteoporóticas e podem incluir:

• Dorsalgia/lombalgia provocada por uma fratura vertebral
• Perda de peso
• Cifose dorsal
• Fractura óssea que ocorre com um pequeno traumatismo

Deve consultar o seu médico acerca da osteoporose se teve uma menopausa precoce, tomou corticoides durante vários meses ou se existir uma história familiar de fraturas da anca.

O diagnóstico é feito através do exame de densitometria óssea. Este exame está recomendado em mulheres após os 65 anos e sem outros fatores de risco, nomeadamente uma história prévia de outras fraturas, alcoolismo, tabagismo e uso prolongado de corticoides.

Os medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose atuam diminuindo a reabsorção óssea ou aumentando a sua formação, tais como o estrógeno, a calcitonina, os bisfosfonatos, o ranelato de estrôncio, o cálcio e a vitamina D.

As fraturas osteoporóticas da coluna vertebral podem ser agudas, provocando dor súbita após um pequeno traumatismo ou movimento brusco.

Por outro lado, as microfracturas vertebrais podem ocorrer ao longo de um período prolongado de tempo, provocando dor insidiosa, mal localizada, acompanhadas de deformidades vertebrais, tais como a cifose.

O diagnóstico é facilmente conseguido através de exame radiográfico da coluna em que se observa o colapso vertebral. Em casos recentes em que o RX simples não apresente alterações, pode ser necessário realizar uma Tomografia Axial Computorizada (TAC) ou uma Ressonância Magnética.

Quando ocorre a fratura vertebral, o tratamento pode ser conservador, fazendo-se então com a medicação analgésica, coletes e fisioterapia.
O tratamento cirúrgico está indicado quando a dor persiste, apesar do tratamento conservador adequado, bem como nos casos em que há deformidade progressiva da coluna e /ou alterações neurológicas. Nestes casos, a vertebroplastia e a cifoplastia são as opções cirúrgicas mais utilizadas.

Ambas são técnicas percutâneas, minimamente invasivas, e muito úteis no alívio da dor, consistindo as mesmas na introdução de uma cânula através da pele até a região do corpo vertebral fraturado, efetuando-se então a injeção de cimento ósseo pelo interior desta cânula, que vai preencher a zona da fractura.

Texto: Dr Miguel Varzielas